Ladrão de energia. Todo mundo conhece um. Ou dois. Ou mais….

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ladrao de energia

A cena é clássica, de longe, você percebe que tem uma pessoa vindo em sua direção, e torce para que ela não te reconheça. Pode ser aquele vendedor chato que não sabe a hora de parar de insistir, ou aquela amiga que sempre está reclamando da vida, ou o colega que vive dizendo o quanto ele é mais inteligente e competente do que o restante do escritório. Os exemplos são muitos, e de modo geral, a impressão que temos, é que estas pessoas vão nos deixar um pouco para ‘baixo’ com sua conversa. Ou no mínimo, irritados.

Quem nunca sentiu uma leve vontade de evitar alguém que atire a primeira pedra. É mais comum do que se imagina, pode até ser que seja você a pessoa que é evitada com frequência pelos outros, e isto, caro leitor, tem remédio.

Para entender o conceito, ou o que ocorre nesta situação por um outro prisma, é preciso olhar mais de perto. Na verdade, convido você a explorar um conceito um tanto antigo, que recentemente ganhou uma nomenclatura cientifica, e que embora muitas vezes pareça confuso, faz todo o sentido. É sério. Só preciso que você deixe sua mente aberta um pouquinho.

O segredo por trás do segredo

Há alguns anos surgiu um filme e um livro, chamados “O segredo”, que contava com a presença de artistas e cientistas, personalidades do mundo intelectual falando sobre as energias que eram trocadas no universo e de como o uso correto destas energias poderia trazer benefícios para cada pessoa.

Houve um verdadeiro boom a respeito, todo mundo queria dar um palpite e depois do lançamento do filme, livros e mais livros foram escritos, cada um ensinando um pouco mais de como traze os benefícios para a vida e os negócios, não importando como ou onde você estava, o que era prometido quase sempre era o retorno financeiro e o sucesso. Desde que você praticasse os conceitos pregados pela teoria.

Não sei se você conheceu, ou leu alguma coisa a respeito. A questão é que eles falavam de um modo muito singular, e parecia que tudo acabava sendo quase ‘charlatanismo’. Depois de um tempo, as pessoas se cansavam de praticar o que era pregado, e adivinhe, continuavam na mesma vida de sempre, o que as levavam a crer que era realmente lorota tudo o que haviam aprendido.

Pegue uma pessoa que tem o hábito de reclamar da vida, se você olhar para a vida dela mais de perto – e isto inclui você, caso seja um reclamão de plantão – vai ver que há muitas coisas boas acontecendo, mesmo que tudo pareça perdido, sempre há como olhar um outro lado, sempre há um copo meio cheio. O fato, é que esta pessoa não vê isto assim, o que ela vê, é um ego – pois é, ele está presente em tudo, uma vez que faz parte de nós – não satisfeito.

Um termo que costumo usar para isto é “a sensação de que o mundo está em débito” com ela. E, se a pessoa acha que o mundo está devendo alguma coisa para ela, quando é que ela vai conseguir perceber que seus desejos foram atendidos, e que no fundo, o mundo não é assim tão ruim?

Não vai.

Logo, não adianta nada mentalizar coisas boas, e até diminuir sua fala essencialmente ruim, porque no fundo, ela sempre vai se sentir em desvantagem. Ela está, essencialmente, vibrando sua energia vital em uma frequência negativa.

Explicando a teoria:

– Mude a sua forma de ver o mundo, passe a acreditar que coisas boas vão lhe acontecer, pare de falar mal das coisas, pare de reclamar e comece a pedir ao universo que lhe dê abundancia de saúde, dinheiro e felicidade. E, se você fizer isto por tempo o suficiente, terá.

Somos todos feitos de energia – isto você sabe, aprendeu na escola, lembra…átomos, neutros e prótons, mais recentemente, quantum – e todos vibramos em um campo energético. Até aqui, não há mentiras, a ciência fala disto o tempo todo.

Se você quer um exemplo mais lúdico, dê uma olhada no filme Dr. Estranho. É cinema, é ficção cientifica, mas ele tem por base a energia quântica, que está sim, de verdade e sem ficção, presente em tudo.

Energia é energia, não é nem boa, nem má, só tem frequências diferentes, um exemplo disto é que você pode ter ouvido falar de mães que no momento de sufoco, quando veem seus filhos presos embaixo de alguma coisa, podem levantar pesos enormes, muito mais do que poderiam normalmente, ficam fortes por causa da descarga de adrenalina provocada pelo ‘amor’ e o desejo de salvarem seus filhos. Certo?

E, também já ouviu falar de pessoas, que no momento da raiva, ficaram fortes e acabaram destruindo coisas, pela mesma descarga de adrenalina. Ou seja, a energia em dose extra, também estava ali, e foi usada de forma diferente.

Voltando a energia que o corpo tem, todos nós, somos formados por energia pura. Esqueça o corpo, a cor da pele, do cabelo, a constituição física, pense que somos todos ‘energia’. Assim, podemos dizer que há uma espécie de troca e de equilíbrio com o meio ambiente. Uma espécie de ‘contagio’ com o meio, e isto pode ocorrer tanto com a energia boa, quanto com a má.

Um perfeito exemplo disto, é quando no escritório tudo está bem, e de repente, chega o chefe. O clima fica ruim, todo mundo fica calado. Se havia risos, são abafados. As conversas diminuem o tom, e logo, uma pessoa começa a ficar com dor de cabeça, a outra se sente um pouco enjoada, e até os clientes do outro lado da linha podem perceber as mudanças, é como se todo mundo fosse afetado pela presença do chefe – isto se ele for um cara autoritário, uma pessoa difícil de lidar.

Acompanhando até aqui? Tudo bem, vamos adiante.

Você não se livra do chefe, mas segundo a teoria do equilíbrio energético, você pode ser menos influenciado por ele, se souber identificar que a mudança que ocorre no ambiente não é, necessariamente por ‘culpa’ dele, há uma diferença imensa entre culpa e causa, muita gente não sabe disto. O cara tem lá os problemas dele, que por um motivo ou outro, ele não aprendeu a controlar, e isto ‘vaza’ e contamina o ambiente ao redor.

Você, só precisa entender isto. Puramente. Entender e, não levar para o lado pessoal. Aqui está o truque. Aqui está o que o segredo ensinava. O ambiente ao redor não muda, mas você sim, você muda seu modo de ver o ambiente.

E, ao mudar isto, passa a não ser mais influenciado negativamente por ele. Passa a ser uma espécie de esponja boa, aquela que tira a sujeira do ambiente, e não retém, sabe? Limpa sem se sujar. É simples, é só entender mentalmente que não tem nada a ver contigo todo o mau humor do outro. Entender que a raiva do outro não tem que ser a sua. Isto requer um pouco de treino, para ouvir seus sentimentos e impedir que se tornem negativos. E, também para se manter feliz ou pelo menos são, em meio ao maremoto ao redor.

Imagine agora a situação.

Todas as pessoas no escritório – ou sala de aula, ou um grupo familiar, você escolhe onde – que ficam ao mesmo tempo, negativamente influenciadas pela chegada de alguém são automaticamente, sem perceber como, perturbadas. A energia do ambiente mudou para equilibrar a energia negativa que chegou.

O ponto é, se você não fizer uma escolha consciente de mudar a forma como se sente, e aqui você tem que tomar as rédeas de como se sente voluntariamente, você vai sair de lá se sentindo mal, afinal sua energia foi alterada, e irá deixar um rastro de infelicidade por onde passar. Percebe o quanto isto é comum?

Pessoas chegam em casa depois de um dia difícil no escritório, na escola, faculdade ou onde quer que seja, e acabam descontando em todos que veem pelo caminho, maridos deixam as esposas nervosas, filhos que deixam os pais irritados – mais ainda – bebês de colo que passam a noite chorando mais do que o normal, e assim vai.

A ideia geral que situações assim passam é: ‘tudo está ruim, e fica ainda pior’, como se todo o comportamento das pessoas ao redor funcionasse para perpetuar a confusão já instalada.

Se você pudesse olhar energeticamente, veria que o vetor foi lá, o chefe (ele é só a causa, e você pode colocar aqui qualquer outra pessoa ou evento, incluindo você mesmo) que chegou e desequilibrou o ambiente. Mas depois disto, um verdadeiro turbilhão de energias foi alterado, negativamente, até que esta ‘negatividade’ toda se dissipa, ou para, em alguém que não se deixa contaminar. Alguém que age como uma espécie de esponja boa, sabe? Absorve e transforma.

Na pratica, como funciona o segredo e as trocas energéticas

  1. Primeiro passo: não é pessoal.

Sabendo disto, perceba que muitas vezes, você mesmo – só pode começar por você – está se sentindo mais irritado, talvez por um encontro com uma pessoa negativa, ou por um acontecimento mais irritante, e pode acabar reagindo desproporcionalmente a uma situação.

É como se você estivesse sobrecarregado – vai chegar as provas do final de semestre e você precisa de mais foco, ou vai haver uma chance de promoção, e você também precisa de mais foco. Você se sente sem paciência. Sua energia está alterada, realmente, sobrecarregada. (A gente explica em outro texto como é que sua energia fica alterada, só para você entender melhor) e por isto, sua resposta ao mundo é mais intensa, mais irritada. Quando isto acontecer, você vai perceber que está deixando o ambiente mais triste, mais nervoso, ou confuso, simplesmente com sua presença.

  1. Segundo passo: desvencilhe seus sentimentos, seja responsável pelo que sente.

Pare e pense, o que estou sentindo é real?

Estou tendo reações reais e justas para as situações ao redor, ou estou me excedendo?

Não vale usar desculpas como ‘foi ele quem começou’, ok? Não é pessoal, ou seja, não veio de outra pessoa para você, não há ninguém querendo te atrapalhar, são só trocas de energia mal interpretadas, apenas isto, por isto, não vale colocar a culpa no outro.

  1. Terceiro passo: mude voluntariamente a forma de sentir.

Não estou brincando, é sério. Comece a olhar a situação com outros olhos, o melhor meio é trazendo a situação que originou para o presente, e simplesmente, parando de se importar com ela. Calma, não é para esquecer as provas ou os problemas, mas sim, para olhar tudo pelo ponto de vista certo.

Tudo acontece no ritmo que deve, você não vai conseguir viver dois dias de cada vez, nem vai conseguir corrigir o passado, e sequer conseguir visualizar o futuro. Então, tudo o que pode fazer é se acalmar, e se sentir feliz, porque tem o momento presente.

  1. Quarto passo: faça ações que lhe permitam mudar a sua frequência.

Lá no livro-filme O Segredo, eles mencionavam a necessidade de mudar o foco, mudar a vibração pessoal. Não precisa continuar a evitar aquelas pessoas que lhe deixam ‘pra baixo’ do começo do texto, mas você pode até, conversar com elas e mostrar aos poucos, como você consegue enxergar o copo meio cheio.

O ponto aqui, é que você vai conseguir fazer isto se tiver suas defesas ou suas reservas de energias bem cheias.

  1. E, por fim: Tenha um kit de ‘restauração’ sempre à mão.
  • Tenha uma imagem que lhe acalme na bolsa ou carteira. Carregar consigo uma foto de alguém que você ama, pode lhe ajudar a buscar este sentimento positivo – o amor – em situações ruins.
  • Que tal ter um livro gostoso por perto? Sabe aquela história que você ama, e que não se cansa de ler? Leve o livro físico contigo, ou tenha uma versão digital (saliento que segurar o livro pode ajudar melhor em alguns casos) para os momentos em que sentir o clima mudar.
  • Ter uma barrinha de cereal, ou um bombom, também vai te ajudar a melhorar o humor quando as coisas ficam feias – desde que não se torne uma fuga, ok? Cuidado com a dose.
  • Fones de ouvido com uma playlist bem feliz prontinha para tocar quando o clima fica pesado, também ajuda. Se o ambiente permitir, coloque o som para mais gente ouvir também. (Para ouvir alto, prefira músicas mais populares, tem muita gente que não gosta de gêneros específicos, e você pode acabar causando danos ao colocar um ritmo que ninguém gosta além de você)

Lembre-se sempre disto: não é o mundo que muda, é você quem muda, e com o tempo, consegue mudar o mundo ao seu redor. Um passo de cada vez, e você caminha longas distancias.

 

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